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19/07/19 14:56 / Atualizado em 19/07/19 15:01

Governo lança pacote completo para entregar previdência aos bancos privados

Com previsão de benefício social aquém do necessário para viver e incentivos do mercado financeiro, o RGPS está com os dias contados

O plano nefasto do governo de acabar com a Previdência Social e engordar o capital do mercado financeiro já está funcionando a pleno vapor.

A chamada Nova Previdência ainda não foi aprovada, mas os bancos já redesenham suas previdências privadas para atender à demanda da população, que sem poder se aposentar pela previdência pública com as novas regras, se vê obrigada a aceitar o que os bancos tradicionais oferecem como solução.

Com os olhos da população voltados a achar uma solução paliativa, os bancos reformulam seus planos de previdência complementar para atrair e portabilizar quem já possui e converter quem ainda não tem.

O cenário é promissor, apenas para os bancos. Estudo da Economatica mostra que nos últimos doze anos o valor investido em fundos de previdência aumentou nove vezes de tamanho, passando de 94 bilhões para 853 bilhões. O número de instituições financeiras que oferecem o produto passou de 45 para 124 e de 392 fundos para 1.786.

A Capitalização foi retirada do texto, mas o intuito de Guedes em acabar com o papel social da Previdência e engordar os cofres privados segue intacto.

O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) está com dias contados. Numa simulação feita em plano de previdência privada da Caixa Econômica, com o aporte de R$ 73 ao mês, contribuindo dos vinte aos 65 anos, o benefício pago será de R$ 2 mil ao mês. Que jovem, que inicia sua vida profissional optará pelo provável salário mínimo no INSS, ante a promessa bancária de dois salários com contribuição menor?

Trabalhador da Caixa

Enquanto o mercado financeiro comemora, o trabalhador da Caixa amarga a imposição de Paulo Guedes em romper seu vínculo de trabalho com o banco, após a aposentadoria no regime geral. O trabalhador, após a reforma, se aposentará por tempo de contribuição e se verá obrigado a procurar outras formas de complementar sua renda. A medida pode fazer com que os trabalhadores deixem de requerer seu benefício público por necessitar de seu salário.

A situação vem a calhar para a direção da Caixa e para seus esforços em contrair o quadro de trabalhadores. O banco, que em cinco anos já perdeu 15 mil trabalhadores provavelmente não precisará mais lançar programas de demissão voluntária, uma vez que o contrato se encerrará sozinho.

 Atualmente, o empregado público se aposenta e continua trabalhando na empresa, como acontece na iniciativa privada.

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